segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O PT, a PeTrobrás, o FGTS e a Pedra Filosofal

Esta imagem é a reprodução da obra de Joseph Wright, de 1771, que retrata um alquimista em seu laboratório lúgubre, buscando produzir a pedra filosofal (Lapis Philosophorum).

Segundo se acreditava, esse objeto poderia transformar qualquer metal em ouro, além de produzir o elixir da vida eterna.

Uso a ilustração para remeter à política petista que, ao que tudo indica, conseguiu produzir uma pedra filosofal "ao contrário", transformando ouro em lixo.

Sou um crítico feroz do hábito petista de utilizar-se das empresas públicas para abrigar seus seguidores, desconsiderando sua capacitação. Neste país inculto, para atingir o sucesso tornou-se mais importante a filiação partidária do que o grau de instrução.

Mas eu não gosto de falar sem provar o que digo - o que costuma me trazer alguns problemas no relacionamento com a classe política tradicional.

Neste caso especificamente estou me referindo à Petrobrás, que teve este ano o segundo pior resultado entre as petrolíferas do mundo. Só perdeu o posto para a BP, aquela responsável pelo maior desastre ecológico da história da humanidade. (duvida? veja aqui http://bit.ly/9kpeOK )

Dá pra entender a razão? Depois de tanta conversa a respeito do tal do pré-sal, tantas descobertas de "novas reservas", como é que o resultado é tão ruim?

Mas não é só isso. Nosso orgulho nacional está se transformando numa verdadeira PetroTabajara em todas as áreas. Até os Fundos FGTS vinculados às ações da antiga vedete nacional foram para o buraco, sendo eleitos como a pior aplicação do mês de junho passado, amargando 6,11% de queda. (também não está acreditando? confira: http://bit.ly/bBLlqh )

Será que essa sucessão de revézes tem a ver com a composição do conselho, que ostenta todos os ícones petistas, entre eles a Sra. Vana? (Duvidando, né, então olha aqui http://bit.ly/jGbyk ).

Mesmo assim, o congresso nacional aprovou uma das maiores falcatruas que eu já vi. Autorizou o aumento do capital da empresa petista com base nas supostas receitas da extração do petróleo do pré-sal, mesmo sem saber como isso se dará (ou quando).

O engraçado é que entre os candidatos atuais, poucos se atrevem a discutir o tema. Só ouvi duas figuras se aventurando a contestar essa história da carochinha: Eliseu Padilha (PMDB/RS) e Esacheu Nascimento (PMDB/MS), que ousou discutir a manipulação política dessa suposta riqueza (http://bit.ly/bjEioA).

Como se vê, a pedra filosofal petista conseguiu transformar a riqueza em dúvida e opinião em subserviência.

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