terça-feira, 22 de junho de 2010

Redes Sociais na política

Não é à toa que a Rede Globo resolveu alfinetar o técnico da seleção brasileira. Foi uma tentativa, aparentemente mal sucedida, de ofuscar as críticas ao trabalho do locutor Galvão Bueno, uma das mais impressionantes demonstrações da habilidade do brasileiro na utilização das redes sociais.

Para quem não sabe, algum engraçadinho resolveu criticar o falatório do Galvão durante a abertura da Copa, criando no Twitter a hashtag #CalaBocaGalvão (hash é o sinal #, utilizado para estabelecer o rótulo de um assunto qualquer).

Rapidamente o termo se espalhou entre os brasileiros e chegou ao topo dos Trend Topics, que são os termos mais populares. A grande "sacada" dos brasileiros foi inventar uma história para explicar o significado da expressão.

Chegaram ao requinte de inserir legendas em inglês um vídeo da própria Globo, dizendo que Galvão é um pássaro em processo de extinção e que "Cala Boca" significa "Salve".

A moçada resolveu aderir à campanha brasileira. Resultado da brincadeira: #CalaBocaGalvão passou a ser o termo mais publicado no twitter... no mundo.

Na verdade o termo "brincadeira" não deveria ser utilizado. A coisa é séria e demonstra o poder dessa ferramenta. Embora o foco possa parecer fútil, o fato é que trata-se de um posicionamento político.

Outro exemplo é o que está sendo gestado entre os sulmatogrossenses como reação ao comportamento, bem, digamos, pouco civilizado do Deputado Nelson Trad durante a matéria do CQC - Custe o Que Custar.

Os políticos ainda não entenderam que não existe mais possibilidade de executar aquela política do "prendo e arrebento". A reação foi imediata no twitter e acabou levantando questões importantes e que acertam em cheio os demais integrantes da "famiglia".

Assista o vídeo. Definitivamente essas figuras da políticas do pleistoceno nunca ouviram falar da evolução das espécies.


Um comentário:

  1. Ao desnudar o comportamento nada sério de nossos parlamentares, que assinam o que não devem e realmente estão cagando e andando para o povo, o cqc acerta de novo. Pena q nosso MS esteja nessa. Quem sabe um dia criamos um mecanismo para realmente pegar no pé desses caras pra valer. Sonho com o dia em que, tal como os bens dos traficantes, político que meta a mão tenha, além de direitos políticos cassados, tenha os bens tomados e aplicados em escolas, hospitais etc. Claro que para isso, a tal da imunidade tem que acabar. Taí, esse plebiscito eu queria ver. Para acabar com a "imundície".

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