sábado, 26 de junho de 2010

Agora, depois da convenção, começa de fato a campanha

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Presidente regional do PMDB, Esacheu do Nascimento lançou oficialmente sua candidatura a deputado federal. O PMDB e seus principais aliados promoveram convenções neste sábado, 16/6.

Falando a jornalistas, Nascimento esclareceu que o grupo liderado pelo governador André Puccinelli firmou aliança com quinze partidos e compôs duas coligações para disputar as eleições. Segundo o peemedebista, 153 candidatos disputam vagas de deputado em duas coligações assim definidas: 42 pela aliança composta por PMDB, PSDB, DEM e PR. Já pela segunda coligação, 60 candidatos vão enfrentar as urnas pela coligação que junto PTB, PTC, PTN, PSC, PMN e PSB. E na disputa para deputado federal 31 candidatos saem da coligação composta por PMDB, PSDB, DEM, PR, PSB, PMN e PRB. Em outra aliança, chamada de chapinha, 23 concorrentes 23 candidatos saem da aliança firmada pelo PT do B, PRTB, PPS, PTB, PTC, PTN, PHS, PSC e PSDC.

A convenção do PMDB foi uma grande festa, da qual participaram as principais lideranças do partido: André Puccinelli, Waldemir Moka, Murilo Zauith e o presidente do partido, Esacheu Nascimento, entre outros. Segundo estimativas da coordenação do evento, passaram pelo local mais de cinco mil pessoas, entre lideres regionais, candidatos e militantes de todo o Estado.

Agora, começa de fato a campanha eleitoral.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

[A festa da convenção do PMDB]

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PMDB agiliza-se para realizar sua convenção em Mato Grosso do Sul para homologar suas candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara Federal e à Assembléia Legislativa do Estado. O evento acontece no sábado, 26 de junho, às 9 horas, no prédio da Antiga Campo Grande Diesel, na Avenida Costa Silva. O espaço depois servirá de sede do comitê central da campanha ao Governo do Estado do PMDB.

O presidente do Diretório Estadual do PMDB, Esacheu Nascimento, é pré-candidato a deputado federal, e conta com o apoio da maioria dos Diretórios Municipais do partido. Os outros pré-candidatos a deputado federal pelo partido são Akira Otsubo, Fabio Trad, Roberto Hashioka, Geraldo Resende, Marçal Filho, nomes já declarados publicamente.

Entre os pré-candidatos a deputado estadual, pontificam Junior Mochi, Youssif Domingos, Eduardo Rocha, Jerson Domingos, Oseas Ohara, Carlos Marum e Maurício Picarelli, entre outros. Para o Senado, o candidato do PMDB é Waldemir Moka e, para o governo, em busca da reeleição, o governador André Puccinelli.

O PMDB vai realizar uma festa de arromba, até porque ainda há algumas pendengas a serem afastadas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

[Babéis]

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Falando ao deputado estadual Paulo Duarte (PT) na manhã desta terça-feira através do Twitter, seu colega peemedebista Youssif Domingos observou que “sei não. Seu PT tá parecendo uma torre de babel. Cada um fala uma língua!!!”. Não houve uma resposta do petista -ao menos não através do Twitter-, mas a verdade é que ambos os partidos são uma enorme confusão. Prova disso é o que aconteceu em Ponta Porá, onde, depois de tudo acertado politicamente, o governador André Puccinelli decidiu rasgar acordos e decidiu, sem consultar ninguém, apoiar o ex-vice-prefeito Álvaro Soares (PMN) em sua disputa por uma cadeira na Assembléia Legislativa. Puccinelli conseguiu desagradar adversários e aliados, inclusive o prefeito de Ponta Porá, Flávio Kayatt, que considera rompidos quaisquer acordos, e o presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimento. Há duas e não uma Torre de Babel: a do PT e a do PMDB.

Redes Sociais na política

Não é à toa que a Rede Globo resolveu alfinetar o técnico da seleção brasileira. Foi uma tentativa, aparentemente mal sucedida, de ofuscar as críticas ao trabalho do locutor Galvão Bueno, uma das mais impressionantes demonstrações da habilidade do brasileiro na utilização das redes sociais.

Para quem não sabe, algum engraçadinho resolveu criticar o falatório do Galvão durante a abertura da Copa, criando no Twitter a hashtag #CalaBocaGalvão (hash é o sinal #, utilizado para estabelecer o rótulo de um assunto qualquer).

Rapidamente o termo se espalhou entre os brasileiros e chegou ao topo dos Trend Topics, que são os termos mais populares. A grande "sacada" dos brasileiros foi inventar uma história para explicar o significado da expressão.

Chegaram ao requinte de inserir legendas em inglês um vídeo da própria Globo, dizendo que Galvão é um pássaro em processo de extinção e que "Cala Boca" significa "Salve".

A moçada resolveu aderir à campanha brasileira. Resultado da brincadeira: #CalaBocaGalvão passou a ser o termo mais publicado no twitter... no mundo.

Na verdade o termo "brincadeira" não deveria ser utilizado. A coisa é séria e demonstra o poder dessa ferramenta. Embora o foco possa parecer fútil, o fato é que trata-se de um posicionamento político.

Outro exemplo é o que está sendo gestado entre os sulmatogrossenses como reação ao comportamento, bem, digamos, pouco civilizado do Deputado Nelson Trad durante a matéria do CQC - Custe o Que Custar.

Os políticos ainda não entenderam que não existe mais possibilidade de executar aquela política do "prendo e arrebento". A reação foi imediata no twitter e acabou levantando questões importantes e que acertam em cheio os demais integrantes da "famiglia".

Assista o vídeo. Definitivamente essas figuras da políticas do pleistoceno nunca ouviram falar da evolução das espécies.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

[Chances do PMDB em Mato Grosso do Sul]

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Em 2006, o PMDB, maior partido do Brasil, elegeu sete governadores. Agora, os próceres peemedebistas prevêm aumentar em quase 50% o números de governadores. Mato Grosso do Sul é o estado onde o partido tem a maior chance de manter o governador eleito em 2006, André Puccinelli. O candidato do PMDB tem 51% das intenções de voto, segundo a pesquisa Ibrape (8-14-abril). O ex-governador Zeca do PT (PT) tem 32% e a senadora Marisa Serrano (PSDB) aparece apenas com 8%, índice menor que os de brancos, nulos e indecisos que somam 9%. Serrano não é candidata –a disputa será polarizada entre Puccinelli e Zeca. Como a aliança entre PMDB e PT sempre foi considerada inviável, Puccinelli vai dar palanque para José Serra, enquanto Zeca do PT dará o apoio natural a Dilma Rousseff. Isso, se Esacheu Nascimento, presidente do PMDB/MS, conseguir segurar o estilo deixa-que-eu-chuto do governador.

>>PMDB prevê eleger governadores em 12 estados, inclusive MS

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À primeira vista, como apenas empresta o vice para a candidatura de Dilma Rousseff, do PT, o PMDB pode parecer um coadjuvante no pleito de outubro. Se as eleições, porém, forem avaliadas pelo ângulo das disputas regionais, o partido demonstra porque se tornou a maior agremiação política do país depois da redemocratização. Sem candidato próprio à Presidência há 12 anos, a aliança com o PT para tentar eleger Dilma Rousseff dará ao PMDB ainda mais poder político, após as eleições de 2010, principalmente nos estados.

É o que prevê uma estimativa da Fundação Ulysses Guimarães (FUG), especializada em estudos políticos do PMDB. Pela projeção da fundação, o partido poderá eleger até 12 governadores, cinco a mais do que os sete eleitos nas eleições de 2006. A avaliação é referendada pelo presidente da FUG no Espírito Santo, Chico Donato, que esteve nas cinco regiões do país visitando os diretórios regionais do PMDB pelo projeto “Estradas e Bandeiras”. Estimativa da FUG também avalia que o partido continuará com as maiores bancadas tanto na Câmara como no Senado.

Apelidado de "IBGE do PMDB", o estudo realizado entre abril e maio de 2009, também dá como certa a manutenção das duas maiores bancadas no Congresso com integrantes do partido. Atualmente, o PMDB tem 18 senadores e 90 deputados.

A conta de Donato nos governos estaduais leva em consideração um vice-governador no Amazonas, já que o partido indicou o ex-secretário de governo do Amazonas José Melo como vice na chapa do candidato a governador do estado, Omar Aziz (PMN). Aziz foi o vice-governador do peemedebista Eduardo Braga, ex-governador do estado, e candidato ao Senado junto com a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB). A chapa garante palanque para Dilma.

Os outros onze estados com chances reais, segundo o dirigente do PMDB, são: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraíba, Maranhão, Bahia, Rondônia e Tocantins.

Com a eleição de um número maior de governadores, o PMDB deverá controlar uma fatia ainda do orçamento nacional. Como mostrou o site Congresso em Foco em fevereiro de 2009, o dinheiro público administrado pelo PMDB já ultrapassa em mais de duas vezes o orçamento federal da Argentina. Sem contar as prefeituras, o partido controla cerca de R$ 258,9 bilhões, divididos em seis ministérios, sete governos estaduais, a Câmara e o Senado.

Mas, apesar da avaliação positiva da Fundação Ulysses Guimarães, o PMDB não lidera as pesquisas em todos os estados em que tem candidato próprio (veja a situação em cada estado, de acordo com as últimas pesquisas). A maior chance, por enquanto, está na reeleição do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, principalmente se os aliados conseguirem evitar os seus freges –como o que aconteceu em Ponta Porá.

O candidato do PMDB tem 51% das intenções de voto, segundo a pesquisa do Instituto Ibrape (8-14-abril). O ex-governador Zeca do PT (PT) tem 32% e a senadora Marisa Serrano (PSDB) com apenas 8%, índice menor do que os de brancos, nulos e indecisos que somam 9%.

Além dessa possibilidade de reeleição, o PMDB avança em dois Estados importantes, antes controlados por governadores do PSDB. Em Minas Gerais, Hélio Costa já aparece na frente na última pesquisa Sensus com 49,5% contra 20,7% de Antonio Anastasia (PSDB).

Esacheu Nascimento, presidente do PMDB de Mato Grosso do Sul, busca formas de neutralizar as ações nem sempre felizes do governador e unir os diretórios municipais e, consequentemente, a militância peemedebista em torno da reeleição de Puccinelli e preservar as alianças mais fortes. Difícil, mas viável.

No Rio Grande do Sul, apesar da neutralidade do candidato do partido em relação ao palanque para Dilma Rousseff, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), está em segundo lugar nas pesquisas. Segundo a última pesquisa Vox Populi (12.mai.2010), Tarso Genro (PT) tem 32% das intenções de voto contra 27% de Fogaça. Considerando a margem de erro, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

"Partido mais estruturado"

O cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Davi Fleischer também acredita que a tendência é que o PMDB eleja um grande número de deputados, senadores e governadores. Para sustentar a tese, o cientista político recorre aos números das últimas eleições, tanto municipais quanto estaduais. Em 2008, por exemplo, o partido fez o maior número de vereadores e prefeitos. E já possui uma grande quantidade de deputados estaduais, além de deter a maior bancada de deputados e senadores no Congresso. "Tudo indica que o PMDB vai continuar a crescer. É o partido mais bem estruturado do país, com presença em quase todos os municípios", afirmou Fleischer.

Mas ele ressalta que o partido pode ter problemas em alguns estados, como Minas Gerais e Maranhão, onde o PT foi obrigado pelo diretório nacional a se aliar com os peemedebistas. Para Fleischer, a aliança pode surtir o efeito contrário. "Isso deixou parte do PT irritado", frisa o cientista político.

Para o dirigente da Fundação Ulysses Guimarães, o desgaste entre os dois partidos não é problema mesmo após a greve de fome do deputado Domingos Dutra (PT-MA) e do líder petista maranhense Manoel da Conceição na Câmara na semana passada. "Este deputado é um arqui-inimigo dos Sarney há muito tempo. O protesto e a reação do PT não devem fazer diferença no eleitorado no Maranhão", avalia Donato.

O peemedebista do Espírito Santo também acredita em um virada na Bahia em favor do candidato do PMDB, que atualmente está em terceiro lugar nas pesquisas. “Na Bahia, apesar das pesquisas, o ex-ministro da Integração Geddel, pode ser beneficiado com a polarização entre o governador candidato à reeleição do PT e o candidato do DEM, Paulo Souto. O estado quer uma alternativa e acreditamos que nosso candidato passa para o segundo turno”, avalia.

Ameaça de intervenção

Os dois casos citados pelo cientista político, Maranhão e Minas Gerais, como problemas para a aliança entre PT e PMDB também podem ser somados a dois outros entraves eleitorais recentes para os dois partidos que marcham juntos na disputa pelo Palácio do Planalto. Há uma possibilidade de intervenção no diretório catarinense do PMDB e os reveses da disputa no Distrito Federal, onde parte do partido defendeu a candidatura própria do governador Rogério Rosso (eleito de forma indireta após a renúncia do ex-governador José Roberto Arruda) e a parte vencedora optou por oferecer à chapa do PT a vaga de vice. Mesmo, porém, no caso dessa vitória, poderá haver problemas. O nome escolhido para vice, o deputado Tadeu Fillipelli durante anos foi um dos principais aliados de Joaquim Roriz, principal adversário dos petistas em Brasília. Boa parte dos eleitores parece resistir a votar numa chapa que tenha Fillipelli de vice.

Em Santa Catarina, a decisão de abandonar a candidatura própria e tentar reeditar a "tríplice aliança" - DEM, PSDB e PMDB - causou estranheza à cúpula nacional do partido. Tanto que foi aberto prazo de oito dias para defesa do diretório regional. Caso não mude de ideia, haverá intervenção nacional. Se os argumentos não forem aceitos, a direção estadual será destituída. Até o momento, a intenção de não lançar candidato próprio, costurada pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira, está mantida. Assim como o apoio a José Serra.

Peemedebistas catarinenses ouvidos pelo site afirmam que o partido vai rachado para a convenção, marcada para o próximo sábado (26). Até o momento, existem duas possibilidades de voto. Uma é da coligação com DEM e PSDB, e a indicação do presidente regional do PMDB, Eduardo Pinho Moreira como vice. Além disso, Luiz Henrique, o ex-governador do estado pelo PMDB, será candidato ao Senado. No entanto, já apareceu uma candidatura dissidente. O também ex-governador e ex-deputado Paulo Afonso Vieira apresentou-se como nome ao Senado. Afonso vai disputar com Luiz Henrique - que possui grande influência entre os votantes - a indicação peemedebista.

A possibilidade do lançamento de uma chapa pura dissidente é descartada entre os peemedebistas. Os principais nomes do partido são favoráveis à coligação com DEM e PSDB e o apoio a Serra. E o único político viável eleitoralmente não tem como se candidatar. Dário Berger, prefeito de Florianópolis, não saiu do cargo após perder disputa interna contra Pinho Moreira. Berger também está envolto em ações judiciais. Responde no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à acusação de ser prefeito itinerante, já que comandou a vizinha São José por dois mandatos.

Somados, o peemedebista, que já passou pelo então PFL (hoje DEM), possui quatro mandatos seguidos. Por conta das constantes viagens à Brasília e visitas ao TSE e ao Tribunal de Contas da União (TCU), foi apelidado no meio político catarinense de "prefeito de Brasília".

Distrito Federal

A disputa no Distrito Federal ganhou contornos inesperados. O anúncio da coligação entre PT e PMDB - que sempre foram adversários ferrenhos -, levantou novamente a questão da bandeira ética nas eleições. Os peemedebistas, especialmente por conta do ex-governador Joaquim Roriz, possuem uma imagem ligada a escândalos de corrupção. O PT sempre tentou levantar um discurso de contraponto. Tanto que elegeu Cristovam Buarque (hoje no PDT) ao governo em 1994. Porém, a aliança entre os dois partidos, na tentativa de dar um palanque único a Dilma Rousseff, acabou desagradando a militância dos partidos.

Além disso, serviu para dividir o PMDB. O partido elegeu Rogério Rosso como governador para mandato tampão com a cassação de José Roberto Arruda e a renúncia de Paulo Octávio. Na cerimônia de posse, ele, que foi administrador de Ceilândia no governo de Roriz e presidente da Codeplan no governo Arruda, prometeu não se candidatar à reeleição. O presidente regional do partido, deputado Tadeu Filippelli, costurou um acordo de bastidores com petistas e se lançou a vice de Agnelo Queiroz (PT).

Na quinta-feira (17), Rosso se lançou como pré-candidato, tendo Ivelise Longhi (PMDB) como sua vice. Na carta manuscrita enviada à direção regional do partido, o peemedebista afirmou que a polarização entre o PT e Roriz, que vai se candidatar pelo PSC, "não traduz os anseios da nossa sociedade". "Durante os entendimentos que permearam o processo de eleição indireta no DF existia a esperança, um norte, respaldado na articulação de Vossa Excelência com outros partidos e lideranças políticas do DF, da formação de um novo pensamento, uma nova opção para o Distrito Federal", afirmou.

No sábado (19), o partido, em convenção tumultuada, definiu-se pelo apoio a Agnelo Queiroz, com Filipelli como vice.